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O testemunho de Dennis (Homossexualidade) - 1ª parte



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Estava aqui revirando minhas anotações e arquivos, e encontrei o testemunho do Dennis Jernigan - Ministro de Louvor norte-americano que compôs alguns louvores cantados pelo Diante do Trono.

Lembro quando Dennis relatou se testemunho na noite do dia 9 de abril de 2004 durante o V Congresso de Louvor e Adoração do Diante do Trono.

Dennis cantou ao lado de Ana Paula os maiores sucessos de sua carreira e compartilhou o seu testemunho de vida. A principal fonte de inspiração para a mensagem de Jernigan e música é a experiência de libertação da homossexualidade. 

Postarei o testemunho em três partes.
Confira o testemunho de Dennis Jernigan...


Testemunho de Dennis Jernigan - Parte 1


Antes de começar minha história, você deve saber que eu desejo trazer honra ao meu pai e mãe terrenos, assim como ao meu Pai celestial. A razão pela qual eu quero dividir com você as coisas que estou para dizer é porque eu acredito que muitas pessoas estarão aptas a se identificar com o que eu vivenciei. Meu maior desejo é que você venha a conhecer o Pai mais intimamente do que eu conheci.

Porque todos nascemos pecadores, temos algumas necessidades muito básicas. Sim, nós temos necessidades físicas. Mas eu estou me referindo às muitas necessidades emocionais e espirituais com as quais nascemos. Criançinhas ganham sua identidade através de seus pais. Eu posso me lembrar de quando era um garotinho e desejava a aprovação e aceitação de meu pai em todas as áreas de minha vida. Sendo eu mesmo pai tanto de garotos quanto de garotas, eu posso ver não somente como os meus filhos precisam de mim para ajudá-los a compreender “quem eles são”, mas também minhas filhas. Uma de minhas filhas pode “fazer” seu próprio cabelo e vir até minha esposa, Melinda, e perguntar se ficou bom. Mas é necessária a aprovação do papai antes que ela realmente acredite que parece aceitável.

E não seria isso o que deveria acontecer com nosso Pai celestial? Eu desejo ganhar meu valor e aceitação de meu Pai celestial, e quem ele diz que eu sou. Assim eles não se tornam dependentes de mim mas estão aptos a transferir suas necessidades profundas para o seu Pai celestial. Eu percebo que nunca serei perfeito como pai, marido, líder de louvor ou pessoa. Mas meu Pai é perfeito em tudo! Minha cura veio e continuará a vir à medida que eu busco um relacionamento íntimo com ele e dou minha vida a ele.

Eu nasci em Sapulpa, Oklahoma. Bem antes de meu nascimento, meus pais se mudaram para a fazendo que meus avós tinham construído – a fazendo onde meu pai cresceu. Eu vivia a quase 5 quilômetros da pequena cidade de Boynton, Oklahoma (com uma população de aproximadamente 400 pessoas), onde meus irmãos e eu íamos à escola.

O Senhor me capacitou a tocar piano desde bem novo. Desde o tempo em que tinha nove anos eu já estava regularmente tocando nos períodos de louvor na Primeira Igreja Batista. Essa era a igreja que meu avô pastoreava, além de ter sido a igreja onde meus pais se conheceram. Meu pai liderava louvor lá desde os tempos mais remotos de que me lembro (assim como ele faz hoje). Quando eu tinha cerca de seis ou sete anos, minha avó Jernigan se mudou de volta para a fazenda, em um trailer perto da velha casa de fazendo onde nós vivíamos. E todos os dias depois da escola eu podia ser encontrado na casa de minha avó praticando piano – convenientemente me esquecendo de minha tarefas diárias.

Foi através de minha avó Jernigan que o Senhor me ensinou a tocar piano. Já que vivíamos tão longe de qualquer cidade com um professor de música, eu tive que aprender piano de ouvido. Minha avó era muito paciente comigo e me ensinou como harmonizar para tocar na igreja. Foi também minha avó que me disse que havia mais em um relacionamento com Jesus do que ser salvo. Uma vez ela me disse que reconheceria meu avô Jernigan quando ela fosse para o céu porque o Senhor tinha dito a ela seu “novo nome em glória!” Eu estava boquiaberto! Deus falou com minha avó, mas eu nunca pude ouvi-lo falar comigo. Não há necessidade de dizer que eu cresci muito próximo àquela bondosa mulher. Passariam muitos, muitos anos antes de eu perceber o grande impacto que ela haveria de ter e está tendo em minha vida.

Meu relacionamento com meus pais, de acordo com o que conversei com muitas pessoas no passar dos anos, foi bem típico de minha geração. Não éramos uma família muito afetuosa. Mesmo sentindo afeição por minha mãe, não me lembro de demonstrações de afeição física de meu pai ou entre meus irmãos e eu. Meu pai trabalhava muito. Não éramos pobres, mas também não éramos ricos. Além de trabalhar na fazenda, meu pai era empregado de uma companhia de utilidades e trabalhou eventualmente como mecânico por muitos anos.
À medida que fui crescendo, Deus foi me lembrando de muitas formas que meu pai expressou afeição e amor por mim enquanto eu crescia. Meu problema não foi o meu pai. Meu problema era que eu acreditei em uma mentira. Uma vez que Satanás meteu o pé na porta de meu coração, qualquer rejeição – não importa o quão grande ou pequena – foi percebida como uma falta de amor da parte de meu pai (ou de quem eu rejeitava naquele momento).

Olhando atrás, eu percebo que era uma criança muito egoísta. Mesmo em minhas primeiras lembranças eu achava difícil acreditar que alguém me amava. Eu me achava indigno. Já que eu não acreditava que alguém me amava, eu realmente não podia receber amor. O que eu descobri, assim, foi que se eu fizesse alguma coisa bem, as pessoas gostariam de mim. Então, eu tentei ser o melhor em qualquer coisa que fiz: trabalhos da escola, basquete, música e tudo o mais. Mas eu fiquei frustrado porque não importava o quão bem eu me saísse, parecia que nunca era bom o suficiente. Eu era muito miserável e me sentia sempre sozinho (embora não estivesse). Os esportes e a escola não estavam me dando nenhuma esperança, nem a música.

Justamente porque eu fiz escolhas baseado em como ou no que eu percebia que as pessoas pensavam de mim, eu me tornei uma pessoa muito egoísta – usualmente às custas dos outros e mais freqüentemente às custas de meus irmãos menores. O que as pessoas pensavam era tão bom que minha performance externa logo começou a esconder as dores e falhas mais profundas do meu coração. E eu devo acrescentar que meu pai e mãe nunca perderam um evento sequer em que eu estivesse envolvido enquanto eu crescia. Isso deveria ter me deixado orgulhoso, mas eu ainda preferi acreditar em uma mentira.

Agora eu preciso lhe contar sobre o que eu considero a mais dolorosa parte de minha vida, uma parte que eu tentei esconder. Já que eu me sentia rejeitado, eu permiti que isso permeasse cada parte de minha vida (o que eu não percebia era que Satanás estava mentindo para mim enquanto tentava me afastar do plano de Deus para a minha vida). Isso incluiu a parte sexual de minha vida.

Quando eu tinha cerca de 5 anos de idade eu tive um dos meus primeiros encontros sexuais com outro homem. Em um banheiro público, um homem adulto se expôs para mim de maneira ameaçadora. Ainda que eu tenha feito a coisa certa correndo dali, eu ainda me remetia de volta àquele encontro e me perguntava: “Por que ele me escolheu para fazer aquilo? O que está errado comigo? O que o atraiu a mim?” Outro aspecto que me levou a esse processo mental foi o pensamento de que meu pai não me amava, porque ele não me dizia isso. E ele não me tocava de outras formas que pudessem demonstrar isso. Nós não éramos os mais afeiçoados como homens Jernigan! Não é necessário dizer que minha identidade – minha sexualidade – foi afetada pela forma que eu pensava que os outros me notavam e, porque isso aconteceu tão cedo, eu acreditei que tinha simplesmente nascido deste jeito.
Nesta área eu me sentia tão tímido e com medo de rejeição que me tornei ainda mais egoísta e pervertido em meu jeito de pensar. Enquanto garoto eu precisava de um modelo que me mostrasse a correta masculinidade, mas porque me sentia rejeitado pelo principal homem de minha vida eu, em retorno, o rejeitei e comecei a desejar intimidade com um homem de uma forma pervertida. Por causa desses pensamentos errados eu passei a acreditar que era homossexual.

Isto deve ter começado bem cedo em minha vida, porque eu me lembro de ter aqueles sentimentos pelo mesmo sexo quando era muito novo. Eu escondi isso dos outros durante meu tempo no colégio e durante os meus quarto anos na Universidade Batista de Oklahoma, ainda que não me escondesse daqueles com quem tinha relações.

Devo acrescentar que mesmo envolvido com homossexualismo durante meus dias de colegial eu ainda me recordo daquele tempo com carinho. É olhando atrás que posso ver a formidável e poderosa mão de Deus ministrando Seu amor a mim no meio de meu pecado e confusão. Por causa de minha falta de treino musical enquanto crescia, meus estudos musicais na Universidade Batista de Oklahoma foram como aprender toda uma nova linguagem. Estar apto a ler e escrever a música que eu podia ver e ouvir era como todo um novo mundo se abrindo para mim. Isso seria muito valioso mais tarde em minha vida, quando comecei a expressar meu coração e sentimentos em canção.

Uma das mais dolorosas partes de minha história veio durante o mês de Janeiro de 1981. Sendo um jovem com necessidade de afirmação e atenção masculina, eu fiquei muito entusiasmado quando um homem que eu respeitava muito começou a prestar atenção em mim. Vinte anos mais velho, casado, com filhos e respeitado na comunidade; eu olhei para esta pessoa. Sendo um “Cristão”, ele se aproximou de mim com uma atitude de cuidado com relação ao meu bem-estar. Sendo alguém que se sentia tão rejeitado como eu era, ter alguém que me ligava e perguntava regularmente como as coisas iam comigo fazia minha vida deprimente, de alguma forma, mais “dentro do rumo”.

Depois de muitas semanas ganhando minha confiança através de saídas para uma Coca-cola ou simplesmente dirigindo pela cidade me perguntando como ele poderia orar por mim, comecei a confiar nesta pessoa imensamente; tanto que cheguei ao ponto de perguntar a ele se eu poderia dividir meu mais profundo e negro segredo.

Então eu descarreguei meu fardo – e imediatamente sento o peso do mundo sobre os meus ombros, por alguns momentos, até perceber que ele estava avançando sexualmente. Naqueles poucos momentos, senti completo desespero enquanto desistia tanto de obter ajuda para o meu problema quanto da perversão.

Eu saí daquele encontro tão usado e imprestável que decidi tirar minha própria vida. Eu desejava paz mais do que desejava viver. Então, fui para casa, liguei o gás e me deitei para morrer. Enquanto pensava sobre como isso seria melhor para mim assim como para minha família e amigos – a paz finalmente viria – , meus pensamentos de paz foram interrompidos por pensamentos de “O que a eternidade realmente deve ser? Você está pronto para o que está lá?” E eu não poderia ir adiante com o suicídio.

Saí daquele episódio e decidi simplesmente viver como eu tinha obviamente sido criado para ser: um homossexual. 

Continua...


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