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Testemunho de Dennis (Homossexualidade) - 2ª parte


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Viajei com um grupo promovendo a universidade para o resto do verão de 1981 e vivi em um relacionamento pervertido com outro homem. Não me orgulho desse fato; só não sei de que outra forma contar a você. Eu pensei que conhecia a miséria antes, mas este verão provou ser ainda mais doloroso. Eu tinha me dado o que eu pensava ser minha real identidade e me tornei ainda mais miserável do que nunca! Então, sendo um bom rapaz batista, decidi que não tinha dado a Deus todas as oportunidades para me curar; então decidi entrar no seminário. Em minha mente, era o suicídio ou o seminário, mas Deus tinha outros planos.

A partir da graduação na Universidade Batista de Oklahoma em 1981, passei o verão viajando com um time promocional da universidade. Durante aquele período em minha vida me tornei muito depressivo na maioria do tempo. Ali eu tinha finalmente terminado a faculdade e não tinha o desejo de desenvolver a verdadeira vocação para a qual eu tinha estudado: música na igreja. Acrescente a isso o sentimento de que tudo o que eu tinha guardado por segurança não estaria mais disponível para mim aliado a uma nada saudável dependência emocional de outra pessoa, e você tem a receita da desesperança. Eu me lembro desse sentimento muito bem. 

Sendo um bom garoto batista do Sul, me inscrevi no seminário para continuar minha educação. Para mim, isso era como cara-ou-coroa: suicídio ou seminário. Percebi isso desde que vi que não tinha direção para o próximo passo de minha vida, e deveria, assim, adquirir minha educação – e lá no fundo senti que poderia recapturar um pouco daquela segurança perdida que encontrei na faculdade. O único problema era que mesmo tendo me inscrito no seminário eu ainda não tinha paz. Percebi, naquela hora, que eu simplesmente deveria ter escolhido o seminário errado! Então, adivinhe: me inscrevi em outro e ainda assegurei um colega de quarto – um colega da faculdade. 

Ainda não tinha paz. 

Três dias antes do dia que eu deveria partir para Louisville, Kentucky, um amigo formado da UBO me ligou e começou a dividir algumas idéias muito interessantes comigo. Em poucas palavras, esse amigo tinha se graduado um ano antes de mim. No tempo entre sua graduação e a minha, Deus tinha começado a impactar sua vida grandemente. À medida que ele começou a buscar Deus, ele começou a experimentar níveis mais e mais profundos de intimidade com o Pai, e começou a ouvir a voz do Senhor falando ao seu coração. Ele me contou muitas das coisas que Deus estava fazendo em sua vida. Eu poderia dizer, por sua voz e por sua paixão, que isso era algo diferente – ou mais profundo – do que eu tinha conhecido na faculdade. Ele teve a minha atenção. À medida que ele falava, a conversa se tornou a razão de sua ligação. Deus esteve falando com ele sobre mim. 

Ele me disse que Deus tinha vindo a ele em sonho e mostrado muitas coisas em minha vida que Deus queria fazer. No sonho, Deus estava me dando muitas, muitas canções, e ele, eu e outro aluno mais chegado da UBO estávamos ao redor de um piano cantando-as. Fui movido pelo que ele compartilhou porque suas palavras tinham tocado em algo guardado no profundo de meu coração: o anseio de liberar a música que eu sabia que estava lá! 

Mas ele não parou ali. Ele prosseguiu em contar que, em seu sonho, eu estava vivendo com ele e sua mãe em Del City, Oklahoma, e que se sentiu impelido a me convidar para ir e viver com eles! Isso por si só era algo impressionante. Mas o que ele compartilhou depois basicamente selou meu “destino”, se assim posso dizer. Ele me disse que sua mãe tinha sido visitada pelo Senhor com o mesmo sonho e eles dois queriam oficializar o convite para que eu fosse, vivesse com eles e visse o que Deus iria fazer. Essa idéia soou louca suficiente para ser a vontade de Deus! Então, fui até meus pais e contei sobre o convite de meu amigo. Eles sabiam que eu não estava particularmente feliz com minha vida e que algo não estava certo. Eles sentiram que uma quebra com a escola seria bom para mim. Então, três dias depois eu estava vivendo em Del City, Oklahoma, começando o cumprimento do sonho de um amigo e da jornada espiritual de descoberta do meu próprio caminho com Deus. 

Três dias depois daquela conversa com meu amigo, eu me encontrei no caminho para Del City, Oklahoma. Minha primeira prioridade era encontrar um emprego. Depois de várias buscas infrutíferas, eu me tornei, de certa forma, aflito. Eu sabia um pouco que Deus estava preste a me dar um dom precioso e compartilhar comigo um “relance” do que era o seu senso de humor! Se você já trabalhou em busca de uma graduação musical ou conhece alguém que já fez isso, você deve entender esse “relance” do senso de humor de Deus. Tendo minha graduação em música, eu rapidamente encontrei um trabalho – dirigindo um ônibus escolar. Tudo bem. O único trabalho que eu pude arranjar foi de motorista de ônibus escolar. Isso realmente pareceu fútil para mim: tendo gastado 4 anos de minha vida para conseguir uma graduação que me habilitasse a obter um trabalho dirigindo um ônibus? Não demorou muito até que eu começasse a perceber o plano de Deus e sua sabedoria naquela situação. Eu tinha uma rota bem cedo e outra à tarde, com várias horas para matar entre elas. 

Justamente porque eu não tinha idéia da verdade de minha identidade e porque não tinha ninguém para me ensinar, eu simplesmente colocava minha Bíblia sobre o piano durante esse meio-tempo, abria nos Salmos e fazia o que Davi fazia. Eu simplesmente fui honesto com Deus. Foi aí que aprendi a ser um recebedor de canções, a esperar em Deus e cantar o que eu sentia ou queria que o sensibilizasse em adoração. 

Todas as manhãs eu tinha duas rotas com 25 minutos entre elas. Durante aqueles 25 minutos eu estacionava meu ônibus escolar em um lugar reservado e escrevia em meu diário. Esse diário foi o método que achei mais eficaz para expressar meus pensamentos mais profundos, negros e íntimos – sobre nada além de me abrir para Deus. Todos os dias eu escrevia sobre dores, desilusões, falhas, emoções e qualquer outro “dado da alma” que achei que precisava sair. O que eu descobri neste processo é que Deus realmente estava interessado em meus sentimentos, fossem eles o que fossem e não importa o quão negros poderiam parecer para mim. 

Encontrei um Pai “aproximável” e desejoso de minha presença. De fato, eu comecei a entender que Deus se deleitava com minha presença mais do que eu jamais poderia me deleitar com a dele! Depois daquele primeiro ano de anotações no diário, senti que Deus me impelia a queimá-lo. Página por página, eu queimei os mais profundos clamores de minha alma e mais horrendos segredos. Gentilmente e ternamente, o Pai me disse que assim como aquele retrato de meu passado estava sendo queimado, da mesma forma Ele tinha limpado o meu passado – e presente e futuro – e para sempre perdoado e esquecido os pecados de meu coração. 

Continuei clamando a Deus no piano dia após dia, muitas vezes literalmente em lágrimas, porque eu tinha tentado viver para Deus muitas vezes no passado somente para me aprofundar cada vez mais nas trincheiras do pecado. Meu conceito de Deus era algo como um policial cósmico – um Deus distante, apenas esperando que eu bagunçasse tudo para que ele pudesse dar um passo atrás em minha vida e me dar um tapa na cabeça. Me senti envergonhado e indigno de Seu amor. Sentia que Deus era “inaproximável”. Mesmo assim, eu não poderia desistir. 

Dia após dia, à medida em que clamava a Deus, comecei a fazer o que eu vi Davi fazer. Não apenas me tornei absolutamente honesto com Deus, mas também comecei a escrever minhas orações, que, para mim, aconteciam em forma de canções. Logo percebi que o amor de Deus por mim não era baseado em quão bem eu me saísse nesta vida, mas em meu reconhecimento de Sua presença em minha vida; não importa quão fundo eu tenha ido no pecado ou quão inconsistente eu tenha sido em meu amor por Ele. Meu coração foi quebrantado quando percebi que não há nada que eu possa fazer para merecer Seu amor, porque Ele me ama incondicionalmente! 
Desde minha formatura na UBO, Deus começou a se mover de formas sobrenaturais, que eu nunca tinha visto! Um desses instantes foi um simples concerto de música. Um grupo chamado “Second Chapter of Acts” (Segundo Capítulo de Atos) iria estar em um concerto em Norman, Oklahoma, e eu soube que deveria ir. Naquele momento de minha vida eu estava procurando alguém que tivesse uma real caminhada com o Senhor. E entre músicos cristãos, eu estava procurando por mais do que entretenimento. Então, fui àquele concerto. Eu sabia, pelas palavras que eles falavam e pelas músicas que cantavam, que aquelas pessoas eram genuínas e a mensagem nasceu de tempos de desespero em suas próprias vidas. Eu precisava de esperança. 

Ouvindo Annie Herring falando e cantando, fiquei estupefato pelo amor do qual ela falava. Esse era o amor com o qual eu tinha sonhado mas ainda não acreditava que estava disponível para mim! Então eu escutei muito atentamente e com grande expectative, até que ela começou a cantar a canção “MansionBuilder” (Construidor de Mansões). Esta canção chamou profundamente minha atenção por causa da simples frase: “Por que eu deveria me preocupar? Porque eu deveria ficar amedrontado? Eu tenho um Construidor de Mansões que ainda não terminou a sua obra em mim!” Repentinamente ela parou no meio da canção e disse: “Há alguns de vocês que estão lidando com coisas que vocês nunca disseram a ninguém, e vocês estão carregando esses fardos. Isto está errado, é pecado e vocês precisam deixar essas dores irem embora e as entregarem a Deus. Vamos cantar essa canção novamente, e eu quero que vocês ergam suas mãos ao Senhor. Todos esses fardos que vocês estão carregando, eu quero que vocês os coloquem em suas mãos e ergam suas dores para o Senhor.” 

Isso tudo era novo para mim em louvor e adoração. Eu antes pensava que isso era somente uma resposta emocional, que realmente não significava nada. Mas você sabe o que isso fez por mim? Assim que levantei minhas mãos, Deus se tornou mais real para mim do que eu jamais tinha imaginado! Meu levantar de mãos foi mais do que um ato físico; minhas mãos eram uma extensão do meu coração. Lembrei-me que Jesus tinha erguido suas mãos por mim – na cruz. Percebi que Ele realmente estava comigo, ao meu lado, desejando andar comigo, me carregar e somente ser honesto comigo. E eu podia ser honesto com Ele! Naquele momento, eu clamei a Deus, ergui aqueles fardos ao Senhor e disse: “Senhor Jesus, eu não posso mudar a mim mesmo ou a bagunça em que me meti, mas tu podes!” 

Naquele momento eu reconheci o fato de que estava totalmente desamparado e voltei tudo em minha vida para Jesus – meus pensamentos, minhas emoções, meu corpo físico e meu passado. Basicamente, tomei a responsabilidade por meus próprios pecados e concedi todo direito a Jesus: meu direito de ser amado e até mesmo à vida.

Por causa de minha escolha em pecar, eu merecia a morte e o inferno, e é aí que Jesus entra. Naquele ponto, algo maravilhoso começou a tomar lugar em minha vida...

Eu comecei a ouvir o Senhor falar ao meu coração: “Dennis, eu te amo. Eu sempre te amei. Dennis, você é minha criança e eu te amo não importa o que aconteça. Eu sempre te amarei.” Foi então que perdi a necessidade de ser aceito ou amado pelos outros, porque percebi que Jesus me amaria e aceitaria sempre, mesmo quando eu fosse rejeitado pelos outros! Foi também naquele mesmo momento que aqueles pensamentos sexuais e desejos pervertidos foram mudados, e Ele começou a colocar no lugar deles pensamentos santos e puros sobre o que é o amor sexual. Veja, o caminho sexual é um caminho criativo, e Satanás sabe que se ele puder perverter esse caminho, ele poderá perverter e matar a criatividade de Deus em nós. 

À medida que as canções começaram a fluir, eu comecei a procurar outros para as cantarem e para cantar com elas. Logo percebi que se eu simplesmente entrasse com intensidade em Sua presença, não faria diferença se os outros me seguissem. Duas coisas rapidamente se tornaram aparentes para mim. Primeiro, percebi que meu trabalho era simplesmente buscar o coração de Deus. Segundo, entendi que Deus, o Pastor, jamais batia em suas ovelhas ou as forçava a adorá-lo. Enquanto me tornava mais e mais livre em minha expressão a Ele, outros pareceram se aproximar dEle comigo. 

Lembra-se do sonho que meu amigo teve? Assim como em seu sonho, ele e outra amiga (uma contralto) começaram a aprender as músicas comigo em harmonia de três partes, algo muito parecido com o Second Chapter. Logo as pessoas estavam nos pedindo para cantar em encontros ao redor de Oklahoma City. Logo nós estávamos viajando por todo o estado e até estendemos uma viagem para a Virgínia, compartilhando as canções que Deus tinha feito nascer em meu coração. Mesmo compartilhando canções que nasceram de minha libertação do homossexualismo, eu ainda não me sentia livre para dividir abertamente a natureza específica de minha libertação. Aquilo viria no tempo certo! Eu cantei com aquele trio por pouco mais de dois anos e posso dizer honestamente que aquelas sempre serão algumas de minhas mais preciosas memórias. 

Foi durante aquele mesmo tempo que me envolvi com um casal da Igreja Batista em Oklahoma City. Seu lugar em minha vida era o de mentores. Eles se tornaram como pais para mim, e ambos eram ainda muito mais. Eles foram algumas das primeiras pessoas que pareciam querer gastar tempo comigo, despejando suas vidas em minha vida. Eles entusiasticamente demonstraram meu valor e me fizeram sentir como se não houvesse nada que eu não pudesse fazer na força do Senhor. Não demorou muito tempo, depois que os conheci, até que eu pudesse ser achado quase toda noite em sua casa, absorvendo a vida de Jesus que eles tão livremente me davam. Em diversas ocasiões, eu me lembro de conversar toda a noite sobre aspectos espirituais em minha vida e observar o nascer do sol, no outro dia, na mesma conversa! 

Continua...

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