Header Ads

Consequências diretas da infidelidade

Destruição da comunhão familiar

Uma das primeiras consequências da infidelidade conjugal é a total desestruturação da família. O Sábio avisa que o “fim dela é amargoso como o absinto, agudo como a espada de dois gumes” (Pv 5.4). Esse fim amargoso respingará nas famílias envolvidas. O sentimento de vingança estará bem presente no cônjuge traído: “O ciúme excita o furor do marido; e não terá compaixão no dia da vingança” (Pv 6.34). Por outro lado, “acharás acoites e infâmia, e o seu opróbrio nunca se apagará” (Pv 6.33). Se pensássemos que a infidelidade conjugal produz uma nódoa que jamais se apagará, teríamos mais cuidado quando lidássemos com o sexo oposto. Mas Deus não perdoa quem cometeu esse pecado? Sem dúvida que perdoa, mas as consequências ficam! Uma delas é a honra que nunca mais será restabelecida: “para que não dês a outro a tua honra” (Pv 5.9).

Destruição da comunhão com Deus

É trágico quando alguém perde a comunhão familiar por conta de um relacionamento extraconjugal, todavia é mais trágico ainda saber que a comunhão com Deus foi perdida. Salomão sabe desse fato e por isso aconselhou: “Eles, porém, não sabem que ali estão os mortos, que os seus convidados estão nas profundezas do inferno” (Pv 9.18). A palavra hebraica usada aqui para inferno é sheol, e designa o mundo dos mortos. De fato a expressão “ali estão os mortos” no hebraico significa: espíritos dos mortos ou região das sombras. O Novo Testamento alerta que os adúlteros ficarão de fora do reino de Deus (1 Co 6.9). O que tudo isso quer dizer? Significa que essa será a consequência que sofrerá quem cometeu esse pecado e não se arrependeu! Por isso tenha muito cuidado com o que é proibido, pois parece mais excitante e mais doce, mas leva à morte (Pv 9.17).

Previna-se!

Como o antídoto contra a infidelidade, Salomão aconselha o apego à palavra de Deus e a disciplina: “Filho meu, guarda o mandamento de teu pai e não deixes a instrução de tua mãe; ata-os perpetuamente ao teu coração, pendura-os ao pescoço. Quando caminhares, isso te guiará; quando te deitares, te guardará; quando acordares, falará contigo. Porque o mandamento é lâmpada, e a instrução, luz; e as repreensões da disciplina são o caminho da vida; para te guardarem da vil mulher e das lisonjas da mulher alheia” (Pv 6.20-24).

Visando um maior controle sobre o uso das mídias eletrônicas, aconselho:

1. Evite acessar o computador quando estiver sozinho. O ideal é que o limite do cristão seja interior e não exterior (Gl 5.16). Todavia essa prática é importante até que o domínio próprio se torne um hábito (1 Cor 6.12). Quando o cristão aprende a andar no Espírito, então ele terá o domínio necessário para navegar na rede tanto na presença de alguém como na ausência (Rm 8.13).

2. Evite programas de auditório ou reality shows onde é explorada a sensualidade, por exemplo, Big Brother, A Fazenda. Pode ser apenas um programa de auditório, como esses exibidos nas tardes de domingo onde há a presença de uma sensualidade legalizada. Podemos incluir aqui programas como Pânico na TV. Parece um excesso de zelo, mas não é. Se você não se prevenir, essa sensualidade "legal" acabará por levá-lo para o pecado sexual.

3. Eugene Getz aconselha a cancelar a sua TV por assinatura! Eu já fiz isso quando descobri que naquela prestadora de serviços havia canais, que mesmo não sendo “adultos”, faziam publicidade erótica para aqueles que eram de fato considerados sexy hot. Posteriormente contratei os serviços de uma TV por assinatura com programação voltada mais para a família.

4. Evite bancas de revistas e locadoras de vídeos destinados à promoção desse tipo de material.

5. Renove a sua mente diariamente pela leitura da palavra de Deus.

6. Desenvolva o hábito da oração. Lembre-se que essa é uma guerra espiritual e por trás desses vícios há demônios querendo escravizá-lo.

7. Desenvolva relacionamentos fortes com quem pode ajudá-lo na intercessão. Peça ajuda a um amigo ou amiga que você sabe que é alguém com um ministério de intercessão.

8. Evite salas de bate-bapo com pessoas desconhecidas. E quando se tratar de amigos ou amigas evite criar um vinculo emocional onde as garras da tentação sexual possam ser fincadas em você. Nesse tipo de conversa deixe bem claro que você é uma pessoal fiel a Deus.

9. Tenha cuidado quando se hospedar em algum hotel. Geralmente esses hotéis possuem TV a cabo com dezenas de canais disponíveis. É possível que dentre um deles você encontre algum que promova a impureza sexual. Um grande amigo meu e um dos maiores pregadores do Brasil, disse-me que quando está hospedado em um hotel e se depara com um desses canais que fazem promoção do sexo, ele simplesmente passa imediatamente para um outro ou desliga a TV. Uma demora aqui costuma ser fatal.

10. Vigie o seu celular e Ipad. O acesso ao mundo virtual através dessas máquinas pode se tornar um tropeço para você.

11. Arrependa-se se você se expôs à pornografia. Vigie e não permita que isso se torne um hábito. Exponha diante do Senhor toda atitude, pensamentos ou práticas que demonstre inclinação para a impureza sexual. Não deixe esse tipo de entulho acumular em sua mente.

12. Vigie o seu vocabulário, inclusive piadas quentes. Muitas vezes as palavras revelam o que está por dentro do indivíduo.

13. Lembre-se: “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar” (1 Cor 10.13).

14. Ande no Espírito e você jamais irá satisfazer os desejos impuros da carne (Gl 5.16).
Vimos que a fidelidade conjugal é o que Deus idealizou para seus filhos. a realidade da tentação somados à natureza adâmica que herdamos fazem com que a possibilidade de não vivermos esse ideal seja algo bem real. Todavia o Senhor nos deixou a sua palavra com dezenas de conselhos para nos prevenir para não cairmos nesse abismo.

(Texto extraído do livro de minha autoria: Sábios Conselhos Para Um Viver Vitorioso (CPAD, 2013).

Notas

[1] WHITE, Jonh. O Eros Redimido – ABU, Rio de Janeiro, 2004.
[2] WHITE, John. Idem. P.99.
[3] SCHAUMBURG, Harry W. Falsa Intimidade – vencendo a luta contra o vício sexual. Ed. Mundo Cristão, São Paulo, 1995.
[4] SCHUMBURG, Harry W. Falsa Intimidade – vencendo a luta contra o vício sexual. Editora Mundo Cristão. São Paulo, 1995.

Nenhum comentário

Tecnologia do Blogger.